quinta-feira, dezembro 20, 2007

Reborn

Pensei em criar um novo blog e apagar este, mas se eu já postei aqui antes, não quero deixar de lado o que já disse. Então resolvi ressucitar este blog, mas desta vez com uma intenção um pouco diferente...
Por hoje, não vou me prender muito, estou um pouco ocupado estudando, então não vou fazer um texto muito extenso ou algo assim, apenas gostaria de dizer algumas palavras.
Primeiro, uma breve dedicatória - assim como todas as outras coisas em minha vida, dedico também esta aqueles que me tornam o que sou hoje - à meus deuses.
Segundo, vou passar a postar aqui alguns textos que talvez um dia reúna em um livro, entitulo-os de "Idéias Livres" (seria este o nome que daria a meu blog, mas por algum motivo desconhecido não o fiz).
Terceiro, deixo aqui uma destas idéias: "Não estaria tudo se dissipando?"

Desde dias que nem mais me lembro, sempre tive uma visão incomum acerca da natureza do universo: por algum motivo, a idéia do ouroboros sempre me vem à cabeça. Acreditava parcialmente nas teorias do Big Bang e do Big Crush, que o universo se originou a partir de uma explosão e terminaria numa, mas minha visão diferenciava-se destas teorias em certos aspectos: não acho que todo o universo tenha tido um 'início' propriamente dito, prá mim ele se 'recicla', uma parte sempre termina com o começo da próxima parte. O que chamo de partes? Tudo entre uma explosão e outra. Acredito que o choque da explosão força tudo a se afastar, no intuito de se dissipar a explosão o mais rapidamente possível, dissolvendo toda a massa criada na explosão pelo 'vácuo', como um cubo de açúcar se dilui no café (sei que esta é uma péssima comparação, mas é o melhor que consigo fazer), mas aí encontro algumas dúvidas: o 'vácuo' é limitado (como um balão que se enche do universo)? Ou é infinito?
Em relação ao universo eu posso dizer o que penso: ele deve se dissipar totalmente e depois se contrair novamente, reciclando-se. Por quê? Bem, se o 'vácuo' for como um balão finito que se expande seria simples dizer que ele 'força' tudo de volta, mas eu não gosto dessa hipótese, não sei porquê, mas não gosto. Porém se ele fosse infinito, seria extremamente estranho que tudo se dissipasse e após isso, sem nenhum motivo aparente, resolvesse se juntar tudo de novo, por isso também não gosto dessa. Então seria bem mais simples abandonar a idéia de que tudo se recicla, mas por algum motivo eu não acho que esteja errado em relação a isso. Acho que seria ainda mais estranho se 'por um acaso' o universo tivesse resolvido existir uma única vez, e depois se acabasse... Como já disse, o ouroboros sempre me vem à cabeça.
E é exatamente por causa do ouroboros que tenho a idéia de que o próprio 'vácuo' seja infinito, mas fechado, como o ouroboros. E aí fica mais simples de arrumar uma explicação para o 'recomeço': o universo se dissipa até o 'outro lado do vácuo' e lá se aglomera de novo.
Talvez essa idéia seja a mais absurda, mas é a única delas que consigo aceitar e eu sou teimoso o suficiente para nem mesmo eu conseguir me convencer de que estou errado. Esse é o maior motivo de ter decidido estudar Física: conseguir mostrar que estou certo ou encontrar alguém que possa me provar que estou errado. Espero conseguir um dos dois.

Disse que não ia me extender muito por hoje, mas acabei fazendo-o (e por conseqüinte não estudando quase nada), mas vou parar por aqui, continuo isto outro dia.

terça-feira, setembro 11, 2007

Sobre este Blog

Estou postando primeiramente para informar que não abandonei (ainda) este meu projeto. Resolvi hoje esplicar mais detalhadamente qual minha verdadeira idéia com isso: perder manias. É sério!
Eu tenho algumas manias que considero ruins, como a de abster-me de opinar, mesmo quando sei que minha opinião pode, vai e deve fazer diferença (me abstenho ainda mais neste último caso) e acredito que isso seja ruim. Mas pelo visto, essa é mania de brasileiro mesmo, ô povo acomodado! Mas ainda há algumas outras, como a de não gostar de escrever, pelo fato que a escrita deve ser necessariamente de uma maneira linear, já que eu acredito que idéias, sentimentos, emoções etc. não surjam em linhas ou frases, por isso não podem ser expressas pelas mesmas. Eu escrevo tão pouco que em menos de dez linhas já começo a sentir o pulso a doer. Sequer copio algo durante as aulas!
Vou tentar postar aqui com mais freqüência, pois também espero conseguir leitores! Se bem que particularmente considero divertido postar e ficar imaginando: será que alguém lê isso aqui e simplesmente não comenta? Mas aí eu lembro que nem todo mundo é como eu: um leitor "escondido na moita".
Por enquanto fico por aqui, espero conseguir postar aqui amanhã. Alguém aí está atrás da moita do chá de ânimo? Hmm, acho que não...

quarta-feira, agosto 15, 2007

Violência e "evolução"

Hoje resolvi escrever a respeito da "evolução humana" e da violência, este último que é segundo muitos é um dos maiores problemas da sociedade atual. Excluo-me destes, pois prá mim a violência (a das ruas) é apenas mais uma conseqüencia da má administração social. Lembrei-me agora de uma frase que um conhecido usa como mensagem num programa de conversação: "Um revólver é um argumento forte, mas um fuzil é uma verdade científica!" e isso me arremete novamente à velha disputa de poder (existe algo mais comum que isso na humanidade?), e creio que provavelmente esta é a forma mais antiga de conquista e "consolidação" do poder: pela força. O incrível é que isto ainda existe. E depois ainda querem que eu acredite em "evolução"...
Hoje ví um vídeo num post de um outro blog que costumo ler (o 1001 Gatos de Schrödinger) que prá mim mostra exatamente o que são os homens: macacos. Está aí o vídeo:

Prá mim toda essa coisa que chamam de "evolução da humanidade" não passa de um punhado de idéias que se impõe às pessoas para que elas acreditem que humanidade hoje é melhor que era no passado, que hoje se sabe mais o que está certo ou errado e mais um monte de besteira. Acredito na evolução do homem como animal, assim como todos os animais evoluíram, acredito também no desenvolvimento tecnológico e intelectual, mas nada disso me faz acreditar que a humanidade evoluiu, a diferença é que criamos armas mais eficientes para nos matarmos. É isso aí: aprendemos a moldar metais para criar espadas, escudos e armaduras; depois criamos a pólvora para disparar projéteis; até descobrimos a fissão nuclear para desenvolver super-bombas! Somos realmente demais, uh-hú!
Acabo de recordar uns versos do genial Renato Russo: "Se o mundo é mesmo parecido com o que vejo, prefiro acreditar num mundo do meu jeito" (vide Eu Era um Lobisomem Juvenil), quem dera o mundo fosse do meu jeito, não que eu deseje regê-lo, mas gostaria mesmo que o mundo fosse como eu posso imaginá-lo, garanto que seria um lugar bem melhor. Se bem que aí também lembro da minha filosofia de que "se viver fosse fácil, não tinha graça", mas eu ainda acho que mesmo num "mundo ideal" a vida não seria tão fácil e simples assim, só não haveria tanta desigualdade. (Todos sofreriam por igual? Mwahuahuahuhau)
Mas a questão da vez é: onde está a "evolução humana"? A humanidade realmente levou milhares de anos apenas para continuar se auto-destruindo? Ou pior, destruindo o planeta inteiro? E depois ainda querem ir até outros planetas...
Fico por aqui, deixando uma célebre frase de Albert Einstein: "Só duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana, e só tenho dúvidas quanto ao universo."

segunda-feira, agosto 13, 2007

Mídia: ferramenta de manipulação?

Vejo (e ouço) muitas pessoas acusarem a mídia em geral de manipular a opinião pública, mas o fato é que boa parte destas pessoas são exatamente aquelas mais manipuladas. Eu nunca acreditei realmente que a mídia pudesse manipular pessoas, ao menos não a mídia por si só. Pessoas são manipuladas pela sociedade, o indivíduo pelo coletivo, é assim que vejo as coisas, ao menos na maioria das vezes. E até certo ponto considero isso como algo perfeitamente comum: é isso que gera o senso comum de certo e errado, a idéia de coletividade etc.
O problema prá mim é quando as o coletivo passa a ser manipulado pelo indivíduo, ou por um pequeno grupo desses, e isso remete novamente à velha disputa pelo poder. Este é o problema da mídia atual: transformar a opinião de poucos em opinião pública. Não que eu me incomode com o fato de tentarem, me incomodo com o fato das pessoas aceitarem isso. E é assim que as coisas são hoje, se a mídia mostra hoje três ou quatro famosos indignados com a questão da cor do mar, se é verde ou azul, em alguns minutos já tem até comunidades em um certo site de relacionamento (aquele que os brasileiros infestaram feito gafanhotos) a respeito de tal "questão importantíssima". Esse é o problema atual: a sociedade não passa de um bando de Maria-vai-com-as-outras, ou pior, são as-outras-indo-com-Maria.
Mais uma vez, vou voltar ao ponto inicial: a mídia. Como disse, não acho que a mídia manipule as pessoas, estas é que se manipulam pela mídia. Particularmente acredito que a publicidade afete as pessoas sim, mas não necessariamente as controle: quando você vê um outdoor do tipo "compre X" ele por acaso lhe arrasta até um supermercado e lhe obriga a compar? Creio que não. Eu admito que já fui influenciado algumas vezes, como exemplo cito quando fui comprar umas caixas para as tomadas na época em que estávamos reformando a casa, eu não faço a menor idéia de qual seja a melhor, mas aí vem aquelas publicidades do "fuja do macaquinho" à cabeça e acabei comprando desta mesmo sendo 5 centavos mais cara. Mas ora, 5 centavos não me vão fazer diferença e se esta marca faz tanta propaganda significa que tem dinheiro e, por conseqüinte, deve ser de boa qualidade, certo? Viram como a publicidade pode afetar as pessoas? Mas nunca achei errado fazer propaganda, já que é assim que se vende algo. Acho errado é a idéia capitalista de "vendas primeiro, qualidade depois", creio que prá tentar vender algo é necessário que pelo menos se tenha feito o máximo para que ele seja o melhor possível.
Voltando ao tópico, vou deixar uma interrogação aqui: a sociedade é realmente manipulada pela mídia ou é a mídia que se molda conforme o padrão que a sociedade exige para aceitar ser manipulada?

sexta-feira, agosto 10, 2007

Sobre Governo e Sociedade

Bem, esse é um tema que tenho o costume de conversar com alguns amigos, mas que nunca encontrei ninguém que me fizesse realmente mudar de opinião. Sou a favor do anarquismo, e antes que alguém me crucifique gostaria de lembrar o título do blog...
Prá ser sincero, por muitas vezes eu praticamente perco as esperanças na humanidade, a disputa pelo poder está acima de tudo na sociedade e esta idéia retrógrada é praticamente imposta as pessoas desde sua educação básica, muitas vezes no próprio convívio familiar.
É bem verdade que o governo não é culpado por isso, muito pelo contrário, isso é culpado pelo governo. Se a humanidade não girasse em torno do poder, creio que muito dificilmente a idéia de governar sequer teria aparecido na sociedade. Mas é óbvio que isso é praticamente impossível, a própria história humana nos mostra o contrário: o que é mais relatado na história senão conflitos? A própria divisão da história em Idades mostra o quanto conflitos são episódios marcantes: a Idade Antiga termina com a queda do Império Romano, a Média com a tomada de Constatinopla e a Moderna com a Revolução Francesa. Preciso dizer quantos desses episódios foram iniciados por disputas de poder?
Mas o que realmente me impressiona é o fato de existirem pessoas que realmente acreditam que conflitos por poder são necessários para a evolução, e estas não são poucas, para não dizer a grande parte. O fato é: ninguém hoje me mostrou um bom argumento para defender isso. Estou esperando, podem mandar.
O ponto onde quero chegar é: onde entra o governo nessa história? É exatamente essa a questão que nunca consegui responder, ou melhor, nunca aceitei a resposta. Vou a re-formular tentando ser mais claro: qual a utilidade do governo na sociedade humana? Até que alguém me prove o contrário, o governo é apenas mais uma das formas de manipular as pessoas, mas vou deixar esta questão da manipulação de lado.
Novamente, antes que alguém venha com mil pedras pro meu lado, eu admito: se hoje o mundo passasse a ser anarquista a humanidade estaria fadada a auto-destruição em uns dois anos no máximo. Mas como então eu posso continuar defendendo o anarquismo? Simples, porquê nenhuma forma de governo é perfeitamente aplicável. Honestamente eu sei que o progresso ideológico necessário para que a sociedade atual pudesse vir a aplicar um anarquismo funcional é tão grande que é simplesmente mais fácil aplicar uma "democracia ideal", algo que simplesmente não acredido que exista. Sei que aceitar o anarquismo como "sociedade ideal" não é fácil.
Então tudo que escrevi até aqui volta a parecer sem sentido, inclusive para mim. Entretanto, eu espero que possa fazer alguém pensar a respeito, e talvez encontrar uma resposta para minha questão. Enquanto isso, deixo essa dicussão prá outra hora.

terça-feira, agosto 07, 2007

... Nasce um Blog!

Há um bom tempo que tenho esta idéia em mente: publicar um blog. Entretanto, não um blog como a maioria, este espaço eu dedicarei às coisas que me vêm à mente.
Antes de mais nada, vou logo afirmar que este blog não tem intenções políticas, financeiras ou qualquer outra senão publicar o que penso. Ressalto que publicarei o que eu penso, não necessariamente verdades absolutas ou fatos verídicos.
Dito isso, percebo que é hora de me apresentar, àqueles que não me conhecem chamo-me Edson, porém há anos escolhi o codinome de "FortNess". Atualmente estou cursando os cursos de Bacharelado em Ciência da Computação na FATEC-PE e o de Bacharelado em Física na UFPE.

Em meu primeiro post, queria deixar um pouco claro o que penso, mas sei que não conseguiria isso por mais que tentasse, então decidi reproduzir algumas das frases que escrevi e retratam alguns aspectos da minha forma de ver as coisas.
- Se você me pergunta "Qual lado é melhor: o Bem ou o Mal?" eu lhe responderei "O Bem, é claro!", mas se você me perguntar "Qual lado você escolhe?" eu responderei "Nenhum..."
- A vida é como um gato arisco: se você soltá-la ela se vai e não volta jamais, se tentar segurá-la ela tentará ferir-lhe. Eu decidi amansá-la.
- Se crer que o mundo pode se tornar um lugar bom para as pessoas é um sonho de criança, então eu posso afirmar que nunca cresci e desejo que isto nunca ocorra.

Finalizo por aqui esta primeira mensagem, mas estarei de volta em breve.
'Til later, folks!